Linha do Tempo


Aqui são apresentados eventos e personagens cruciais para a compreensão da história do MDB e do Brasil.

  • 1961

    Eleito com 48% dos votos válidos, em 1960 , o presidente Jânio da Silva Quadros renuncia ao mandato.

    Os ministros militares vetam a posse do vice-presidente, João Belchior Marques Goulart, o Jango.

    Inicia-se a campanha da Legalidade.

    Jango aceita assumir sob o regime parlamentarista e volta ao Brasil.

    Em 07 de setembro de 1961, Goulart toma posse como presidente da República. Tancredo Neves é o primeiro-ministro.

  • 1963

    Em plebiscito, o regime parlamentarista é rejeitado por mais de 80% da população. O Brasil volta ao regime presidencialista. Goulart recupera seus poderes e reafirma seu compromisso com as reformas de base.

    Jango solicita ao congresso a decretação de estado de sítio e não a obtém.

  • 1964

    No comício da central (13 de março), João Goulart defende as reformas de base.
    Radicalização dos movimentos populares de esquerda e de direita contra o governo Goulart.
    Jango comparece a assembléia de sargentos no automóvel club.
    Em 31 de Março, o general Mourão Filho movimenta suas tropas em direção ao Rio de Janeiro.
    Auro de Moura Andrade declara vaga a presidência da República, enquanto Goulart ainda se encontrava em território Brasileiro.
    O presidente da câmara, Ranieri Mazzilli, assume a presidência interinamente.
    Jango exila-se no Uruguai.
    É editado o primeiro ato institucional que, entre outras medidas, suspende os direitos políticos de 337 cidadãos.
    Castelo Branco é eleito presidente da República por um congresso mutilado.

  • 1965

    Em eleições diretas para governador, em Minas Gerais e na Guanabara, o governo é derrotado. Elegem-se Negrão de Lima, candidato da coligação PSD/PTB, na Guanabara, e Israel Pinheiro, PSD, em Minas Gerais.

    Editado o AI 2. Garantias constitucionais são extintas; dá-se poder à Justiça Militar para julgar civis em casos de crime contra a segurança nacional; os vereadores são impedidos de receber remuneração. São extintos todos os partidos políticos. O presidente da República é investido de poderes para cassar mandatos e direitos políticos, até 1967. Pode ser decretado estado de sítio, por até 180 dias, sem que seja ouvido o congresso.

    O ato complementar n° 4 institui o bipartidarismo. Apenas dois partidos políticos são admitidos: um de situação, outro de oposição .

  • 1966

    O General Costa e Silva lança sua candidatura à presidência da República.

    O Movimento Democrático Brasileiro – MDB – é fundado em 24 de março de 1966. Contava com 120 deputados federais e 20 senadores. Seu primeiro presidente foi o senador Oscar Passos (AC) e o vice-presidente era o deputado federal Ulysses Guimarães (SP).

    Realizada a primeira Convenção do MDB. Eleita, em 4 de abril de 1966, a 1ª Comissão Executiva Nacional do MDB.

    Durante a Convenção, o MDB lança seu 1° Manifesto à Nação.

    Ocorrem manifestações contra o governo em todo o País.

    Costa e Silva é eleito.

  • 1967

    MDB realiza sua II Convenção Nacional, em Brasília. 138 convencionais decidem transformar o MDB em partido político, segundo a legislação vigente, e reafirmam seu programa orientado pelos ideais democráticos.

    É promulgada a nova Constituição. A bancada do MDB retira-se do plenário e, no mesmo dia, divulga manifesto exigindo a imediata revisão da carta constitucional.

    III Convenção Nacional do MDB, 166 convencionais aprovam o novo programa e estatuto do Partido.

    Editada nova lei de segurança nacional

    Costa e Silva é empossado presidente da República.

    Discute-se no MDB a autodissolução do partido.

  • 1968

    O estudante Edson Luís é morto em conflito com a PM, no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro.

    Passeatas estudantis ocorrem em todo o País, sob forte repressão policial e militar.

    Eclodem greves operárias.

    Passeata dos Cem mil, no Rio de Janeiro, reúne estudantes, intelectuais, artistas e populares. Exigem o fim da censura, da repressão política e dos atentados à liberdade.

    O campus da UNB, em Brasília, é invadido. Deputados do MDB tentam conter a violência contra os estudantes e a denunciam.

    Baixado, em 13 de Dezembro de 1968, o AI 5, definido como o mais duro instrumento do regime ditatorial.

  • 1969

    Uma onda de cassações se abate sobre o MDB. Perdem o mandato o líder na Câmara, Mário Covas, Gabriel Passos, Edgard da Matta Machado, Mário Piva, Oscar Cunha, Roberto Cardoso Alves, Zaire Nunes Pereira, Aloísio Alves, Bernardo Cabral, Waldir de Mello Simões. De uma só vez, o partido perde o líder, Mário Covas, o secretário-geral, Martins Rodrigues e outros 21 deputados.

    É oficialmente criado o setor feminino do MDB.

    Costa e Silva adoece e torna-se incapaz para exercer as funções de presidente. Pedro Aleixo, o vice, é impedido de assumir. Assume uma junta militar.

    Médici é eleito pelo colégio eleitoral.

  • 1970

    Inicio das operações oficiais dos DOI-CODI (Departamento de ordem interna e centro operacional de ordem interna), destinados a monitorar e desmantelar toda sorte de ação oposicionista, por todos os meios.

    Estabelece-se a censura prévia sobre livros e periódicos.

    O MDB é amplamente derrotado nas eleições de 1970. Perde até mesmo para os votos em branco.

    Acirram-se as discussões internas sobre a autodissolução do Partido.

  • 1971

    I Seminário Nacional do MDB lança a Declaração de Porto Alegre e alcança repercussão nacional e internacional.

    II Seminário Nacional do MDB lança a Carta de Recife. Consolidam-se e aprofundam-se as bandeiras do Partido: Eleições Diretas, Anistia, Constituinte, liberdade de imprensa.

  • 1973

    Em convenção nacional, o MDB lança Ulysses Guimarães como anticandidato a presidência da República. Seu vice é Barbosa Lima Sobrinho, presidente da Associação brasileira de imprensa (ABI). A anticandidatura percorre o país pregando as bandeiras partidárias.

    Criado, no RS, o setor jovem do MDB.

    Criado, no RS, o Instituto de Estudos e Pesquisas Sociais (IEPES), sob presidência do deputado Lidovino Fanton e secretariado pelo sociólogo e professor André Forster.

  • 1974

    Eleito indiretamente, em janeiro, Ernesto Geisel assume a presidência em março de 1974, e promete “distensão lenta, gradual e segura”.

    O MDB alcança sua primeira grande vitória eleitoral. Em 15 de novembro, elege 16 senadores, das 22 vagas em disputa e 161 deputados federais, 44% das 364 cadeiras da Câmara Federal.

  • 1975

    O MDB reorganiza os diretórios municipais do partido.

    É assassinado, em São Paulo, nas dependências do DOI-CODI, o jornalista Vladimir Herzog. O fato repercute fortemente e o ato ecumênico em sua homenagem transforma-se em ato unitário de protesto contra a ditadura. Parlamentares do MDB participam.

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